ipd.jpgA Apple é conhecida pelo design inovador de seus aparelhos e, com o recente lançamento do iPhone, continua a deixar em alta essa característica. Mas enquanto as pessoas estão empolgadas com a tela inteligente sensível ao toque e com o navegador na web avançado, há tecnologias importantes por trás dessa novidade que ainda não receberam atenção suficiente.

O iPhone tem sensores mínimos e muito poderosos -– acelerômetro, sensor de luz ambiente e sensor infra-vermelho -– que são capazes de registrar dicas do ambiente e ajudar no funcionamento do aparelho de acordo com sua localização. A Apple decidiu utilizar esses sensores para detectar quando mudar o formato da tela de retrato para paisagem, para realizar ajustes no brilho da tela de acordo com o ambiente e também para desabilitar a sensibilidade ao toque quando a pessoa segura o telefone perto da orelha.

Essas funções, apesar de úteis e divertidas, ainda são muito mundanas, diz Nathan Eagle, pesquisador do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT). “Esses são usos triviais para algo que tem o potencial de fornecer uma grande variedade de novas características e funcionalidades”, afirma.

De acordo com a publicação “Technology Review”, pesquisas separadas sugerem que, com o software certo, equipamentos como os acelerômetros, sensores de luz, GPS e o próprio microfone do celular poderiam dar dicas sobre as atividades e comportamento das pessoas. Um sensor poderia ajudar a monitorar hábitos de exercícios, verificar as atividades de idosos e informar amigos e familiares se o usuário está disponível para uma chamada ou uma mensagem.

“Se você tem acesso aos dados do acelerômetro de um celular, pode ter uma variedade de dicas contextuais de como o usuário leva sua vida”, disse Eagle. Por exemplo, pode-se saber se o usuário está andando de bicicleta, tomando o metrô ou subindo escadas.

A maior parte dos sensores é utilizada para determinar localização e atividade, mas o microfone pode fornecer uma visão interessante sobre interações sociais. Saber, por exemplo, se a pessoa está engajada em uma conversa de negócios ou social. Por questões de privacidade, pesquisadores desenharam o microfone para excluir as palavras e reter apenas informações sobre o tom e o volume do som.

Com toda a informação coletada, o software que a analisa funciona em estágios. Depois de processá-la, é possível verificar as conexões e ver comportamentos complexos — como se o usuário está cozinhando, por exemplo.

No estágio atual, não seria tão difícil desenhar um software que pudesse verificar as atividades de uma pessoa –- o que poderia automaticamente mudar o status em um programa de mensagens instantâneas ou blog. Eagle observa, entretanto, que fabricantes seriam relutantes a essas idéias por essa possibilidade diminuir a vida útil da bateria.

A Apple não fez nenhum anuncio sobre a inclusão desses recursos posteriormente no iPhone, e é improvável que desenvolvedores externos à empresa consigam adicioná-los no aparelho. Mas quanto mais os telefones usarem sensores e sua capacidade de processamento aumentar, essas aplicações devem se tornar mais populares.

Via: G1